“Ah, garoto. Você não entende o quão errado é isso que você faz comigo. Eu não queria que você me prendesse sem a intenção de me libertar. Mas é inevitável, eu não consigo me controlar. Há um pedacinho de mim que não quer e que não deixa. Não me deixa te deixar. Porque seria impossível te deixar sem me deixar. Você me tem e só não sabe ainda. Só não percebeu ainda. As evidências estão aí, pairando no ar. Nesse ar gelado precisando de um calor. Se você precisar também, eu posso dar. Dou ele todo para você. Porque eu odeio dizer ‘não’ para essa porra desse seu sorriso. Que chama toda a minha atenção. Me desconcerta, me desconcentra. Me desmonta.”